Na estratégia de Wilsão, Themístocles Filho poderá ser governador

Por: Kléber Oliveira
Publicado em 11/01/2014 às 09h21
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Caso prevaleça a estratégia que vem sendo montada pelo governador Wilson Martins (PSB) de unir o PSB, PMDB e PSDB na disputa estadual majoritária deste ano, o deputado e presidente da Assembléia Legislativa, Themístocles Filho, (PMDB) poderá ser o governador até dezembro deste ano.

Esta semana inúmeras reuniões puxadas pelo governador feitas com lideranças de vários partidos, procurou costurar uma chapa para o governo encabeçada pelo deputado federal, Marcelo Castro (PMDB), tendo como vice, o ex-prefeito Sílvio Mendes (PSDB) e Wilson, o pré-candidato ao senado.

Nessa composição que vem sendo discutida nos bastidores, o vice-governador Zé Filho, (PMDB) assumiria e mais na frente renunciaria a condição de governador para ser indicado para o Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Com isso, Themístocles Filho assumiria o governo até dezembro e Marcelo Castro passaria a ser o ‘candidato natural’ do partido, embalado por uma grande estrutura partidária. Ismar Marques (PSB) herdaria a presidência da Assembléia.

O maior risco dessa estratégia poderá ser o veto do povo, tal como já aconteceu em 1994 e 2002. Daquela vez o PFL elegeu Hugo Napoleão e Freitas Neto para o senado e perdeu o governo com Átila Lira, derrotado por Mão Santa. Da última vez, Hugo Napoleão perdeu o governo para o petista Wellington Dias.

Aí é que entra a avaliação do jornalista Arimatéia Azevedo, em dizer que Sílvio Mendes (PSDB) foi rápido demais em aceitar ser vice de Marcelo Castro, pois caso este avalie como alto o risco de não ser eleito, pulará fora e ai o tucano herdará uma condição ímpar para ter apoio dos peedebistas para o governo.

Todo esse cenário – sem dúvidas – fortalece o esquema governista para a disputa, contudo falta combinar e harmonizar com as estratégias montadas pelo PT e PMDB, que deverão fechar uma coligação nacional para reeleição da presidenta Dilma. Da mesma forma Wilson teria que convencer o seu pré-candidato do PSB, Eduardo Campos e, Sílvio e Firmino, o pré-candidato Aécio Neves (PSDB). Muita água ainda vai rolar!

Ainda é muito cedo para afirmar que essa arrumação vai prosperar. Falta o governador Wilson Martins renunciar, as lideranças nacionais do PT, PMDB, PSB e PSDB avaliarem se essa é a melhor estratégia. Falta saber também qual será a postura de Zé Filho quando pegar a caneta e, o mais importante, faltam ainda mais de seis meses para o final das convenções partidárias. Como se pode ver, faltam ainda muitas coisas para dar certo, sem falar que seis meses são uma eternidade em política.

Portanto, é bom que se ressalte, que essa avaliação reflete o desdobramento de uma estratégia que vem sendo construída por Wilson. Como o governador é determinado e faz política no limite, ele aposta alto que toda essa articulação pode prosperar, assim como aconteceu quando negociou a indicação de Zé Filho para sua chapa em 2010, a ida da deputada Lilian Martins para o TCE-PI e mais recentemente, o despejo do PT e PTB de seu governo.

*Com informações do Acesse Piauí


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