Justiça manda soltar adolescentes condenados por estupro coletivo de Castelo do Piauí

A soltura foi determinada pela juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Elfrida Costa Belleza Silva.

22/09/2018 às 21h11
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Adolescentes confessaram participação no estupro coletivo de quatro garotas na cidade de Castelo no Piau (Foto: Divulgação)

Os três adolescentes condenados pelo estupro coletivo de quatro garotas em Castelo do Piauí foram postos em liberdade pela Justiça na tarde desta sexta-feira (21) em Teresina. Os menores cumpriam pena desde 21 de setembro de 2015 no Centro Educacional Masculino (CEM) e tiveram uma progressão de regime onde ficarão em liberdade assistida por mais dois anos.

A soltura foi determinada pela juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Elfrida Costa Belleza Silva durante audiência ao meio dia, na presença da promotora Francisca Vieira, titular da 46ª Promotoria de Justiça e do defensor público Eric Leonardo.

Após a audiência foi designado o local de atendimento psicosocial de cada um dos adolescentes e um deles foi removido para Castelo do Piauí, onde já se encontra a pedido da família. Procurada pelo Cidadeverde.com, a juíza preferiu não dar entrevista mas informou que os menores serão acompanhados por uma equipe multiprofissional da SASC durante o período.

Dos cinco condenados, três dos quatro adolescentes cumpriram medidas socioeducativas. O outro, Gleison Vieira da Silva de 17 anos, foi morto pelos colegas dentro do alojamento do CEM, após confessar o crime e entregar os demais. O quinto envolvido, Adão José de Sousa, de 43 anos, foi condenado em fevereiro deste ano a 100 anos e 8 meses em regime fechado por ter sido considerado o mentor do estupro coletivo.

Relembre o caso

No dia 27 de maio de 2015, quatro amigas foram estupradas por um adulto e quatro adolescentes, apedrejadas e jogadas de um penhasco na cidade de Castelo do Piauí, a 190 km da capital. Uma das vítimas, Danielly Rodrigues Feitosa, 17 anos morreu após passar por três cirurgias.

As quatro foram encontradas pelo filho de um policial Militar da região, desacordadas, amarradas e bastante ensaguentadas, e foram levadas para o Hospital Nilo Lima em estado gravíssimo.

*Com informações do CidadeVerde



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