Padrasto que agrediu criança de um ano é solto pela Justiça

Vítima foi internada no Hospital de Urgência de Teresina com traumatismo craniano, coágulo no cérebro, lesões na face e no corpo, em estado grave.

José Hildo Santos Conceição (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

José Hildo Santos Conceição, apontado como altor do espancamento de uma criança de uma ano e quatro meses na última terça-feira (07/11) em Timon (MA), foi solto após audiência de custódia na comarca daquela cidade, após a justiça não constatar o flagrante, apesar da sua prisão ter acontecido em menos de 24 horas após o crime.

O homem é padrasto da vítima, que foi internada no Hospital de Urgência de Teresina com traumatismo craniano, coágulo no cérebro, lesões na face e no corpo, em estado grave. Um conselheira tutelar afirmou que a criança tinha queimaduras no corpo e vivia numa casa em condições precárias.

(Foto: Divulgação)

José Hildo seria usuário de drogas e tinha que utilizar tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento, sendo considerado foragido desde julho. Na certidão no menino ele consta como pai, após adulteração do documento, mas é padrasto. A companheira dele por várias vezes chegou a pedir comida na rua.

O chefe de investigações Nunes estranhou o homem ter sido solto, mesmo sendo considerado foragido. “Ele responde a outros três processos, por roubo e furto. Após o espancamento da criança, ele fugiu, se escondeu numa mata e só conseguimos prendê-lo no outro dia pela manhã, mesmo assim a justiça mandou soltá-lo”, disse.

Na audiência de custódia realizada no dia 9 do novembro, o Ministério Público do Maranhão manifestou-se pela legalidade do flagrante por serem obedecidos os requisitos legais

“Manifesta-se pela necessidade de prisão preventiva pela gravidade do crime por ter sido praticado contra criança com vinculo familiar, além do que o flagrante e condenado, em cumprimento de pena no regime aberto com monitoramento eletrônico e, por conta própria, violou (rompeu) a tornozeleira, fugindo a aplicação da pena na forma fixada”, consta na ata.

O defensor público Cícero Sampaio Lacerda, que defendeu José Hildo, discordou com o MP e disse que o homem negou o fato e que não haveria provas contra ele, sem razões para mantê-lo em regime fechado. O juiz José Elismar Marques acompanhou o advogado em sua decisão e mandou soltar o suspeito de agredir a criança.

Segundo a assessoria de comunicação do HUT, o quadro do menino é estável, está em observação e seu caso ainda não é cirúrgico, mas não há previsão de alta.

CONFIRA A ATA DA AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

(Foto: Divulgação)
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(Com 180graus)



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