Rússia é banida da Olimpíada de 2020 e de mundiais por doping

Por: Da Redação
Publicado em 09/12/2019 às 11h47
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(Foto: Andrej Isakovic/AFP)

A Rússia foi banida por quatro anos de competições internacionais de esporte, entre elas os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A punição da Agência Mundial Antidoping (Wada) se baseia em acusação de que o país teria usado sua agência de controle de doping para fraudar exames de atletas.

“Por muito tempo, o doping russo prejudicou o esporte limpo”, afirmou a Wada em comunicado. “A Rússia teve a oportunidade de colocar sua casa em ordem e reunir-se à comunidade antidoping global para o bem de seus atletas e pela integridade do esporte, mas optou por continuar em sua posição de decepção e negação”.

Os russos têm 21 dias para recorrer da decisão à Corte Arbitral do Esporte (TAS, sigla em francês). Caso entrem com o recurso, as sanções aplicadas pela Wada ficam suspensas até que o órgão as confirme ou rejeite.

A Rússia é acusada de manipular laboratórios, incluir amostras falsas nos testes e deletar arquivos relacionados a testes positivos de doping.

A decisão da agência foi tomada de forma unânime por seus integrantes, e anunciada nesta segunda-feira (9). A punição valerá até 2023. Durante o período, a Rússia não pode sediar competições esportivas internacionais.

A Rússia busca ser uma potência global do esporte e virou algo de investigações sobre doping, principalmente, desde 2015, quando um relatório apontou uso massivo de substâncias para melhorar o desempenho dos atletas do país.

O caso foi tão grave que a Wada suspendeu a agência russa de controle de doping, Rusada, por não acreditar mais nos resultados dos testes feitos por ela.

Os atletas russos que não estão envolvidos nos casos de doping poderão competir em eventos internacionais, mas sem representar a Rússia. Isso já aconteceu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em Pyeongchang, após o país ser banido por irregularidades no controle de doping nos Jogos de 2014, sediados em Sochi.

Desde 2015, a Rússia foi proibida de competir como nação no atletismo desde 2015.


Fonte: FolhaPress



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