Polícia prende prefeita “ostentação” na casa do namorado no Maranhão

Por: Kléber Oliveira
Publicado em 23/08/2015 às 23h21
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A prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite, foragida depois que foi deflagrada pela polícia federal a ‘Operação Éden’, foi presa por volta das 20h:30 do último sábado (22) na casa do namorado Felipe Carvalho, na cidade de Santa Inês (MA).

Lidiane Leite é acusada de desviar aproximadamente R$ 14 milhões dos cofres públicos, através de licitações fraudulentas e uso de empresas fantasmas.

No momento da prisão, a prefeita não esboçou reação, resolveu se entregar, e está sendo transferida para São Luís.

Entenda o caso

Lidiane Rocha, de 25 anos, é prefeita de uma cidade com 40 mil habitantes e que tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, e exibe nas redes sociais uma vida de alto padrão, com carros de luxo, festas e até cirurgias plásticas.

Depois que assumiu o cargo, Lidiane passou a compartilhar fotos da nova rotina nas redes sociais. Nos perfis pessoais, ela escreveu: “eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”. Em outro post, ela diz: “devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando”.

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Uma das suspeitas da Polícia Federal é que toda a licitação de merenda escolar da prefeitura de Bom Jardim tenha sido fraudada em torno de R$ 900 mil a R$ 1 milhão. Além disso, a polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano.

Lidiane Leite estava foragida desde quinta-feira, quando foi iniciada a Operação Éden, da PF, que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município de Bom Jardim.

Na quinta-feira, foram presos o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como “Antônio Cesarino”, e de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, que seria ex-namorado da prefeita. A repercussão nacional do caso acelerou a operação.

Na cidade, o clima é de incerteza. Vereadores estão impedidos de realizar votação para afastar a prefeita do comando da cidade por causa de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça.

Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: na primeira vez, em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; na segunda, pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e terceira em maio de 2015, retornando em 72 horas.

*Com informações do blogdoantoniomartins e G1


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