Nova rebelião estoura na Custódia; Pavilhões foram quebrados

Por: Kléber Oliveira
Publicado em 18/10/2012 às 15h07
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Os presos do pavilhão B foram controlados. Nos outros pavilhões ainda possuem muitos focos de incêndio, o que está dificultando a entrada dos policiais.

O coordenador de Operações da Polícia Militar, coronel José Albuquerque, saiu por volta das 9h56 de dentro do prédio e solicitou mais algemas para o comandante da Companhia de Policiamento Trânsito, major Adriano Lucena, que está do lado de fora. Mais viaturas chegam ao local.

O diretor administrativo do Sinpoljuspi, Cleiton Holanda, afirmou que o sindicato irá solicitar a exoneração do secretário de Justiça, Henrique Rebelo. Ele afirma que o episódio da Casa de Custódia é o pior de todos os tempos e foi tudo causado por má administração.

“Houve um erro em trazer os presos de Esperantina que já haviam se rebelado contra a superlotação para cá. Eles acabaram incentivando e provocando a ira dos demais. Eles trouxeram o combustível e o fogo. Queremos a saída do secretário porque não tem competência e nem controle para administrar o sistema prisional”, afirmou Cleiton Holanda.

Ele afirmou que hoje pela manhã teve novo motim, por volta das 8h30, além de já ter passado a noite com conflitos.

O Sinpoljuspi afirmou que a Casa de Custódia tem capacidade para 330 presos e estava com 790 e ontem recebeu mais 40 de Esperantina e 15 mais das delegacias, totalizando 845 detentos.

A polícia está cercando o prédio da Casa de Custódia, inclusive com a Cavalaria que acabou de chegar. O coordenador de gerenciamento de Crises, tenente coronel Felipe, disse que ainda há alguns pontos com incêndio e que a polícia está conseguindo controlar aos poucos.

O coordenador de Operações da Polícia Militar, coronel José Albuquerque, acabou de entrar na Casa de Custódia e confirmou que durante toda a noite houve rebeliões e que a situação é grave.

Os presos conseguiram chegar até o parlatório onde ficam as visitas e é possível ver pedras voando de dentro para fora, após os tiros que seriam dados com armas de borracha.

“Houve um novo principio de rebelião e estamos fazendo um novo reforço na unidade. Vamos fazer uma avaliação para ver que providências vamos tomar”, destacou o coronel Albuquerque.

A todo momento chegam reforços policiais: Moto Rone, viaturas da Companhia do Promorar, do Ronda Cidadão, do Bope e do Batalhão da Rone.

Nos pavilhões há sinais de fumaça e os policiais estão no teto. Do lado de fora é possível escutar bombas de efeito moral e tiros de balas de borracha. Essa nova confusão de agora começou por volta das 5 horas da manhã.

De acordo com o vice-presidente do Sinpoljuspi, Wellington Rodrigues, a situação está fora de controle. Todos os detentos estão soltos e não há mais divisão entre os pavilhões.

“Todos os pavilhões são um só, porque há buracos entre um e outro. Todos os detentos estão livres e tivemos que colocar os presos do pavilhão A na cozinha. Está tudo fora de controle e o risco maior é deles saírem, porque são 900 homens”, afirmou o agente penitenciário.

O caos já vinha sendo denunciado pelo Sinpoljuspi, segundo Wellington Rodrigues, por conta da superlotação e dos detentos estarem reclamando da comida e tudo só piorou com a vinda de 50 presos do presídio de Esperantina.

Na cozinha há entre 20 e 30 presos que oferecem menor potencial ofensivo e os de crimes considerados “especiais” como estupro.

A dona Joana Portela está aos prantos na frente da Custódia, porque não consegue ter informações do filho dela que está preso por furto, no pavilhão B.

Informações/CidadeVerde


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