Funcionários da Cepisa paralisam atividades em protesto à privatização

Empresa faz parte da leva de distribuidoras nacionais que que farão parte do processo de privatização que, além do Piauí, envolve mais cinco estatais das regiões Norte e Nordeste.

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(Foto: Reprodução/Google Maps)

Nesta quarta-feira (25), os funcionários da Eletrobras Distribuição Piauí (Cepisa) estão iniciando paralisação prevista de 48h em protesto ao leilão da estatal, que está marcado para esta quinta-feira (26). A Cepisa é a primeira das distribuidoras de energia elétrica do país que fará parte do processo de privatização, justificado pelo governo por dívidas bilionárias acumuladas ao longo dos anos. As estatais do Acre, Alagoas, Amazonas, Boa Vista e Rondônia também serão leiloadas, com leilão marcado para o dia 30 de agosto.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Piauí, Paulo Sampaio, afirmou ao Viagora que os funcionários da Eletrobras discordam da privatização da empresa pelo valor que a mesma tem para o Estado. “Nós estamos paralisando hoje e amanhã contra a privatização. Já entramos com vários recursos jurídicos questionando o valor da empresa e alguns aspectos legais desse processo de privatização que não estão sendo cumpridos pelo governo, que leva o processo com afobação”, explicou.

Paulo Sampaio também destacou que a estatal piauiense foi a única que continuou com a data de leilão para esta quinta-feira (26), enquanto as outras distribuidoras tiveram o leilão adiado para o dia 30 de agosto. “Esse é mais um questionamento que fazemos, dessa discriminação da Cepisa. O governo afirma que ela é a empresa em melhores condições para venda, por isso que não houve adiamento. Nós entendemos que a Cepisa é uma empresa pública de extrema importância para nós trabalhadores, onde vemos a continuação da realização de um serviço social para o povo piauiense, em especial aqueles que ainda não possuem acesso à energia elétrica. A energia elétrica é um bem social público”, pontuou o presidente do SINTEPI.

Além das ações jurídicas movidas pelo SINTEPI, o Governador Wellington Dias também recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para a suspensão do leilão da estatal.

*Com informações do Viagora



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