Bancários rejeitam propostas e iniciam protestos nesta segunda

Por: Kléber Oliveira
Publicado em 03/09/2012 às 11h22
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Além da dificuldade para a retirada de passaportes na Polícia Federal ou mesmo de documentos na Receita Federal, sem contar os serviços federais com a greve dos servidores da União, agora a população está prestes a enfrentar problemas com recebimentos e pagamentos na rede bancária.

Mais uma greve, desta vez dos bancários, caminha a passos largos graças a falta de acordo entre as duas partes. Na última sexta-feira (31/08), o sindicato da categoria e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não avançaram em nada na negociação da campanha salarial.

Os sindicalistas voltaram a recusar a proposta de reajuste de 6% “correspondente à reposição da inflação e aumento real, que corrigirá salários, pisos, benefícios e PLR (Participação nos Lucros e Resultados)”, segundo informa a Fenaban em seu site – www.febraban.org.br/negociacao. Para os sindicalistas, a melhor oferta seria o atendimento da reposição salarial de 23%, referente a perdas econômicas desde o início da década de 1990, além do atendimento de outras cláusulas sociais.

Como a data-base da categoria expirou neste sábado, 1º de setembro, e as chances de a Fenaban atender as exigências na reunião desta terça-feira (04/09) são mínimas, o ambiente já está propício para o encaminhamento de mais uma paralisação. É o que pode ser anunciado já nesta semana. Teoricamente, o movimento irá atingir as agências de instituições públicas (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) e privadas (Bradesco, HSBC, Itaú Unibanco, Santander e outros).

A adesão vai depender do quanto o sindicato conseguir de mobilização.No ano passado, a paralisação durou 21 dias – entre setembro e outubro – e terminou com um reajuste de 9% a 10% para quem ganha o piso e os mesmos 6%, proposto neste ano, para quem recebe acima. Para estes, descontada a inflação média do período, o ganho real rondou 1%. No Piauí, nesta segunda-feira, dia 3 de setembro, as agências só começam a funcionar a partir do meio dia, como forma de protesto. Não vão abrir no horário normal das 10h. É um primeiro ato de protesto, que pode depois gerar uma longa e demorada greve.

Com informações do 180graus


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