JBS usou Comercial Carvalho para dar R$ 2,8 milhões de propina a Ciro Nogueira

A empresa de Joesley Batista tinha vários clientes no varejo espalhados por todo país, assim conseguia distribuir valores em espécie para os políticos.

(Foto: Montagem/Reprodução)

O senador piauiense Ciro Nogueira (PP) recebeu em dinheiro vivo pouco mais de R$ 2,8 milhões de propina da JBS em 2014, através do Comercial Carvalho, que era um dos clientes da empresa de Joesley Batista. A revista Época publicou o caso, nessa quarta-feira (02), quando teve acesso à planilha onde estão os registros mantidos pela empresa.

De acordo com a publicação, o valor entregue a Ciro foi retirado de um caixa formado pela JBS com propina devida ao PT, por negócios feitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empresário Joesley Batista mandava pagar o PT e seus aliados a cada ordem do então Ministro da Fazenda, Guido Mantega, na campanha de 2014.

(Foto: Divulgação/Época)

Esse dinheiro sujo dado ao PT era, segundo a Época, pela ajuda dada na expansão da JBS. Anos antes, Joesley começou a separar 4% de todos os valores recebidos pela JBS do banco público em duas contas no JP Morgan, nos Estados Unidos, em nome de duas empresas offshore criadas nas Bahamas.

O esquema com o Comercial Carvalho aconteceu como ocorria com os demais clientes no varejo espalhados por todo o Brasil, como supermercados, atacados e frigoríficos. A JBS tinha esses valores em dinheiro vivo e os pagamentos eram resolvidos com uma ligação.

Demilton, o funcionário que controlava o fluxo de propina na JBS, entrava em contato com o cliente e pedia que separasse um valor. Era comum que empresários e políticos mandassem buscar os valores e teria sido assim com Ciro Nogueira, de acordo com a revista.

Essa relação do Comercial Carvalho com a JBS já havia sido noticiada pelo Viagora, em maio deste ano, e o empresário Reginaldo Carvalho, negou o esquema.

Outro lado

O proprietário do Comercial Carvalho, Reginaldo Carvalho, não quis comentar o caso.

(com ViAgora)



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